ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta.

Entrevista com Roberto Ricardo Vizentin – “O Arpa é fundamental para a gestão das UCs”

“O Arpa é fundamental para a gestão das UCs”

Qual a contribuição do Arpa para a preservação da Floresta Amazônica?

O Arpa, que é o maior programa de conservação da biodiversidade do mundo, representa um importante apoio financeiro para a gestão das unidades de conservação (UCs) da região amazônica, tanto as federais como as estaduais. É fundamental para a gestão das UCs. Os recursos do programa são usados na implementação e consolidação das unidades. Só para se ter uma ideia, na primeira fase, o Arpa apoiou a consolidação de 43 UCs, sendo 24 de uso sustentável e 19 de proteção integral, o que representa 42% do total de unidades de conservação da Amazônia. Atualmente, na segunda fase, serão apoiadas mais 13 UCs federais, perfazendo um total de 56, o que representará 62.936.677,76 hectares do território da região amazônica. Isso tem impacto direto na proteção da floresta e dos demais recursos naturais da Amazônia.

Qual a importância do Arpa para a gestão das unidades de conservação administradas pelo ICMBio?

O ICMBio aplica ferramentas de avaliação de efetividade de gestão anualmente nas unidades de conservação federais. Essas avaliações comprovam avanços e melhorias significativas nos processos de gestão e geração de resultados nas UCs apoiadas pelo Arpa. Como o programa possui metas de consolidação estabelecidas durante o planejamento anual das atividades, os gestores buscam cumprir essas metas, o que contribui decisivamente para melhorar a qualidade da gestão.

Como as unidades de conservação usam o apoio do Arpa para gerar renda para as comunidades locais?

O Arpa apoia alguns projetos de geração de renda nas unidades de uso sustentável, como, por exemplo, a instalação de estrutura para beneficiamento de castanhas na Reserva Extrativista (Resex) do Rio Unini, no Amazonas, e a construção da Casa Familiar Rural na Resex Mapuá, na Ilha de Marajó, no Pará, onde há capacitações na área de manejo e extrativismo sustentável, reuniões comunitárias e outras atividades. Já na comunidade que reside no assentamento do entorno da Reserva Biológica (Rebio) Jaru, em Rondônia, o programa apoia um viveiro de mudas de diversas espécies, dentre outros projetos.

Como o ICMBio trabalha a educação ambiental e o envolvimento das comunidades na gestão das UCs da Amazônia?

As nossas UCs contam com a participação efetiva das comunidades através da representação nos conselhos gestores, sendo o deliberativo para as Resex e RDs e o consultivo para as demais categorias. Há um envolvimento acolhedor, que permite a troca de saberes, a cooperação e o comprometimento das partes, para a melhoria progressiva da gestão. A Educação Ambiental tem sido utilizada cada vez mais para qualificar a participação das comunidades e para construir a mensagem do valor e do papel das unidades na conservação dos recursos naturais e na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Nossos gestores e parceiros têm construído localmente oportunidades e soluções para a implementação progressiva dessa importante atribuição do Instituto.

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