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O Desafio

IMG 6789Com uma biodiversidade singular, a costa brasileira está entre as mais extensas do mundo. São mais de 8,5 mil quilômetros de extensão, abrangendo uma grande variedade de ecossistemas. A zona costeira e marinha compreende 3,5 milhões de km², o equivalente a mais de 40% do território do Brasil. Nessa área, encontra-se a maior extensão de manguezais do mundo, além de ecossistemas singulares como dunas, lagunas, bancos de areia e estuários de rios. Na região oceânica encontram-se os únicos ambientes de recifes de corais do Atlântico Sul e um grande número de espécies endêmicas. Apesar de toda essa riqueza e diversidade, a costa brasileira é considerada uma das regiões mais ameaçadas do país.

Na região costeira, por onde circula mais da metade do PIB do país, vivem cerca de 45 milhões de pessoas (24% da população) e localizam-se 16 das 28 metrópoles brasileiras. Essa intensa ocupação humana, as grandes instalações industriais e portuárias, a extração de petróleo e gás, os conflitos pelo uso do solo e da água e as dificuldades de planejamento e ordenamento territorial são grandes ameaças à manutenção da qualidade ambiental e à proteção da biodiversidade na faixa litorânea brasileira.                                                                                                                                         

Caracterização ambiental das áreas de atuação do Projeto TerraMar

IMG 7244A Costa dos Corais é um trecho do litoral brasileiro, localizado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, que abriga grande variedade de complexos recifes de coral. Nessa região, localiza-se a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, com mais de 400 mil hectares e cerca de 120 km de praias e mangues. Em direção ao oceano, os limites da unidade estendem-se até a quebra da plataforma, aproximadamente 30 km distante da costa. Na região vivem cerca de 170 mil habitantes, boa parte vivendo da pesca e utilizando os recursos naturais como principal fonte de sustento. Outra unidade de conservação costeira na região é a Área de Proteção Ambiental de Guadalupe, protegendo 32.135 hectares de área continental e 12.664 hectares de área marítima. Parte das duas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) estão sobrepostas na parte marinha. 

A APA de Guadalupe sobrepõe-se ainda à Reserva Biológica do Saltinho, localizada nos municípios de Tamandaré e Rio Formoso. Os recifes de corais ao longo do litoral do Nordeste do Brasil são caracterizados por uma diversidade de corais relativamente baixa (em comparação com os recifes de corais do Mar do Caribe ou do Oceano Pacífico), porém se destacam pelo seu alto grau de endemismo. Além disso, numerosos estuários de rios caracterizam esta região costeira. Nas imediações dos estuários encontram-se com frequência manguezais. A proximidade destes ecossistemas aos sistemas de corais perto da costa é de especial importância. Como corredores ecológicos e berçários para muitas espécies de peixes de recifes de importância econômica, e para sirênios (peixes-boi), os mangues asseguram a conectividade entre os ecossistemas.

Abrolhos 01 Marcello LourencoO Arquipélago de Abrolhos e sua plataforma circundante, situados em frente aos litorais da Bahia e Espírito Santo, configuram um hotspot de biodiversidade com uma grande variedade de espécies endêmicas. Nessa área existe um mosaico formado pelos mais diversos habitats, como manguezais, diferentes tipos de recifes, estuários de rios, bancos de areia e pequenas ilhas. A Região dos Abrolhos abriga o mais importante sistema de recifes do Atlântico Sul, com no mínimo 20 espécies de corais, seis delas endêmicas no Brasil. Além disso, em Abrolhos encontra-se o maior complexo contínuo de recifes de algas vermelhas coralináceas do mundo, com uma extensão de 20.900 km². A complexidade estrutural deste recife favorece uma enorme variedade de espécies com, no mínimo, 160 espécies de algas, 131 de invertebrados e 189 de peixes de recifes.

As águas rasas e quentes da Região dos Abrolhos também constituem o berçário mais importante para as baleias jubarte (Megaptera novaeangliae) no oeste do Atlântico Sul. Três espécies de golfinhos passam o ano inteiro nesta região. A área insular caracteriza-se pela ocupação de várias espécies de aves marinhas, tais como atobá, grazina e fragata. Além disso, a Região dos Abrolhos registra a ocorrência de tartarugas marinhas, contendo importantes pontos de alimentação e reprodução desses animais.


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